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sábado, 10 de dezembro de 2011

#MemeDasAntigas – Um vídeo do Youtube em 2011


Ói lá eu atrasada no Meme das Antigas de novo! Mas, gente, tenho justificativa: quinta-feira foi dia de comprar a maioria dos presentes de Natal. E o fiz no BH Shopping (sem mais.). Ontem eu fui terminar de comprar os presentes de Natal. No centro de Belo Horizonte. Já mencionei que estamos em dezembro e nesta cidade chove incessantemente nesta época do ano? E à noite fui trabalhar. Convenci sobre meus motivos para ter atrasado a postagem?

Desculpas Justificativas dadas, tenho a dizer que não ter postado o vídeo do Youtube no meme ontem foi uma boa coisa. Afinal, ontem mesmo vi o vídeo que acabou se tornando o meu preferido de 2011. Foi gravado em Bolonha, cidadezinha italiana onde morei por oito meses em 2007/2008 e da qual morro de saudades diariamente. Mas, além de evocar todo tipo de sensações boas em mim, esse vídeo ainda tem a vantagem de ser em stop motion, técnica de que eu gosto muito. E a música é boa! Assiste, gente:


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Mais um post do Meme das Antigas, gente. Já foi no Pequeno Inventário de Impropriedades ver quem mais está nessa? Para dar uma passada por lá, é só clicar na imagem no início deste post. Tá valendo a pena, viu?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

#MemeDasAntigas – Meu site/blog preferido em 2011



Ela tem 30 anos, é jornalista, feminista, bem resolvida e tinha como meta transar com 100 homens em 2011. Queria colocar suas experiências em um blog, num misto de diário, caderno de recordações e serviço de utilidade pública – mostrando às mulheres que uma vida fora dos moldes seapaixonar-namorar-casar-terfilhos-serfeliz é possível. Também tratou de outros temas, alheios às suas aventuras sexuais, mas sempre dentro da temática da sexualidade e, com isso, tocou em muitos tabus. Não se furtou a desabafar nem a reclamar sobre seus inúmeros haters, que transformavam os comentários em um cenário dantesco.

No meio do caminho da empreitada, porém, descobriu que não seria possível bater a meta. O motivo: os homens falam mais do que fazem. E reduziu o número inicial pela metade. Quisera ter sido esse o único impedimento para que ela levasse ao fim seu projeto de ir para a cama com 100 homens diferentes em um ano. Mas ela enfrentou outras dificuldades: desemprego, questões sérias de saúde, a lembrança de uma tragédia na família, o término de um namoro e, por fim, uma crise depressiva. Ufa! Se é problema demais para mim, que me encaixo bem no perfil que essa moça tem, imagino que também seja para ela.

Diante de tantos percalços, o blog acabou virando toda uma outra coisa. Deixou de tratar de sexualidade e assumiu muito mais seu caráter de diário, falando sobre depressão, as dificuldades que as pessoas têm em lidar com um depressivo, a solidão, sobre suas frustrações e revoltas. Mas continuou prestando um serviço: mais comum do que se imagina, a depressão ainda é encarada como “frescura”, “falta de uma pilha de louça pra lavar” ou “carência afetiva”. Assim, um espaço aberto para a discussão do tema e onde as pessoas podem se informar mais sobre o assunto é muito útil.

Introdução feita, deixo vocês com o Cem Homens, por Letícia F. (que, espero, se recupere rápido e leve a cabo os conselhos que recebeu de virar colunista de sexualidade para alguma publicação, ou que continue escrevendo sobre o tema no blog mesmo).




Vou dar uma roubadinha no Meme e vou falar também sobre um outro blog, este que já mora no meu coração há anos! É o Championship Vinyl, do amigo querido Rob Gordon, que ganha menção honrosa neste post. Leio o Champ desde 2007 e, nessa época, ele me fazia companhia na vida às vezes sozinha de intercambista. Nestes quatro anos, vi fases muito diferentes do Champ – que refletem, automaticamente, fases diferentes do próprio Rob. Nos últimos meses, vi uma fase triste, que não gostaria de ter visto. Mas é com uma felicidade genuína que vejo o Champ – e o Rob – voltar aos bons e velhos tempos, com posts sobre o cotidiano muito bem temperados com a sensibilidade e o humor ácido desse escritor que adoro. Com vocês, o novo velho Championship Vinyl:



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Este post faz parte da blogagem coletiva Meme das Antigas, promovida pelo Max Reinert. A proposta é as pessoas fazerem um balanço de 2011, espantar os exús e concentrar as boas energias para 2012. Para saber mais sobre o Meme, os participantes e os temas que estão por vir, passa lá no Pequeno Inventário de Impropriedades (link na imagem no início deste post).

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Essa coisa de internet

Dia desses fiz uma dinâmica de grupo em um dos processos seletivos para trainee pros quais me inscrevi (a saber, não fui aprovada em nenhum. But it’s ok). Uma das atividades propunha que um grupo discutisse sobre a questão de a internet aproximar ou afastar as pessoas. E aí começou aquele velho papo de que afasta, porque as pessoas deixam de se encontrar porque passam a se falar mais pela internet e que tem gente que para de viver a vida pra viver na internet e blábláblá.

Pois eu afirmo categoricamente: aproxima. É claro que existem os casos extremos, em que a pessoa se isola e deixa a internet se tornar o foco na vida. Mas, sinceramente? Essa pessoa iria se isolar em outras coisas se a internet não existisse. Não fossem os jogos online, seriam os videogames. Não fossem os videogames, seriam os filmes. Não fossem os filmes, seriam os livros, e assim sucessivamente. Quem quer se privar do mundo vai encontrar um jeito de fazê-lo. Agora, passemos à defesa da minha tese.

Era uma vez – e, não, você não está lendo o início de um texto novo – uma turma de alfabetização lá nos idos de 1990. Era a minha turma. Com a minha mudança de cidade, perdi contato com as pessoas que estudavam comigo e que poderiam ter se tornado meus amigos for life. Quase 20 anos depois, por meio do – finado – Orkut, consegui encontrar novamente algumas dessas pessoas e retomar o contato. Os scraps trocados e as catch up talks feitas via Gtalk me permitiram chamar essas pessoas para sair e descobrir que elas se tornaram adultos maravilhosos. Gente interessante, inteligente, cheia de conteúdo, bem humorada, decente, com caráter. E agora essas pessoas estão novamente na minha esfera de amigos, compartilhando comigo mais uma parte da minha vida. E aí eu pergunto: a internet aproxima ou não aproxima?

Também é somente por meio da internet que consigo manter contato com as pessoas que conheci durante meu intercâmbio. Separadas por um oceano e, às vezes, cinco horas de fuso-horário, é o São Facebook e o São Gtalk que me permitem ainda manter essas pessoas próximas. É por meio dessas ferramentas que eu consigo contar a elas o que está acontecendo comigo e saber o que anda rolando nas bandas de lá. Foi por meio delas que já fui duas vezes a Salvador encontrar um dos meus melhores amigos feitos em Bolonha. Isso sem falar nas pessoas que estão fazendo intercâmbio agora e que mandam notícias diárias por meio da internet. E eu pergunto: a internet aproxima ou não aproxima?

Por fim, temos a situação que me inspirou a fazer este post. As formas de interação proporcionadas pela internet permitem certos fenômenos curiosos, como o fato de ser amigo de uma pessoa que você nunca viu pessoalmente. Está aqui uma prova contundente disso. E aqui mais outra. Funciona assim: você começa a ver as coisas de uma pessoa publicadas em site/blog/twitter. Se identifica com o que essa pessoa fala e percebe que essas coisas te acrescentam muito. Por causa da maravilha da Internet 2.0, consegue interagir com essa pessoa e, de fato, trocar ideias com ela. Em alguns casos – como no meu em relação ao Rob Gordon, do Champ – essa troca de idéias é continuada por anos e o que era uma amizade intelectual começa a virar uma amizade de verdade. Amizade em que você ri e chora junto; se preocupa se a pessoa está bem; pensa no que ela irá pensar – e, muitas vezes, acerta – sobre algo que você falou; dá, pede e recebe ajuda.

Mais uma vez, pergunto: a internet aproxima ou não aproxima as pessoas? Como tudo nesta vida, a internet é o que você faz dela. Faça boas escolhas, e a internet será uma wonderland, de infinitas possibilidades para alargar seus horizontes. Faça más escolhas e fique aprisionado ao universo dos sites de fofoca e das indiretas/reclamações no Facebook para sempre.