quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Raquel

Desde muito nova lamentei o fato de não existirem músicas – boas – com o nome Raquel. Tantas possibilidades de rima, tanta sonoridade e nenhum artista inspirado para pôr letra e melodia ao redor dessas seis letras. Beatrizes, Luízas, Carolinas, Marianas, Roxannes – só para citar algumas – todas agraciadas com letras de músicas, mas nenhuma Raquel teve o mesmo privilégio. Frustrante, essa é a palavra.

Um pouco mais velha, minhas pretensões aumentaram. Já não bastava ter uma música com meu nome. O sonho dourado passou a ser ter uma música feita para mim. Meu nome na música já não era importante. Aliás, era até melhor que ele não estivesse explícito. Queria alguma que eu ouvisse e soubesse exatamente, e melhor do que ninguém, o que aquelas palavras continham. Como quando escrevo alguns textos: a maioria das pessoas tem um nível de compreensão global, mas uma determinada pessoa consegue entender em profundidade.

Semana passada, em uma aula de Espanhol, a descoberta: o músico uruguaio Jorge Drexler, autor de músicas que adoro, me fez feliz sem saber. A sua música Raquel é uma graça, e muito agradável aos meus ouvidos.

Um passo de cada vez.

Um comentário:

Silvana Nunes .'. disse...

Lindas palavras.
Voltarei mais vezes para ler com mais calma o resto. Agora cedo estou sempre correndo (rs).
Apareça para conhecer FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER...
Saudações Florestais !