sábado, 15 de novembro de 2008

Bring on the salt

Diz o velho ditado que só se conhece uma pessoa depois de ter comido um quilo de sal com ela. Isso porque, para se comer um quilo de sal, é necessário passar muito tempo juntos. Diante disso, duas hipóteses se colocam diante de mim: ou cinco anos não são suficientes para se comer um quilo de sal com alguém, ou esse parâmetro deve ser revisto.

Imagino que ninguém esteja entendendo nada. Por isso explico. Eu, leitores, namoro o mesmo Namorado há cinco anos. Já estávamos pensando em nos casar – sim, estáVAmos porque agora devo reconsiderar – fazíamos planos para nossa lua-de-mel na Disney.
Eis que três dias atrás escrevi este post, contando as agruras de um dia torto. E eis que me aparece do Namorado o comentário que segue:

“Imagino se eu tivesse feito isso em minha mão, no dia seguinte teria achado que fui a um show na noite anterior em que o cara da bilheteria escreveu isso em minha mão para sair e entrar no show sem precisar deixar a identidade.”

Agora eu pergunto: comassim, imagina que teria ido a um show??? O que esse Namorado anda fumando para cogitar não se lembrar de ter ido a um show na noite anterior???

Haja sal...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

19 horas

Porque tem dias em que as coisas saem todas meio tortas, meio inacabadas e ainda se atropelam umas às outras. Pois é, duas quintas-feiras atrás foi um dia desses. Ou melhor, foi um dia daqueles.

Acordei um pouquinho mais tarde do que de costume para ir trabalhar, me arrumei correndo e saí de casa sem tomar café-da-manhã. Fui para o estágio, mexi em uma ou duas coisinhas e desci as escadas para o evento que estava programado para o dia. Depois do café (finalmente), compareci à reunião de trabalho que também estava programada. Saí meia hora mais cedo poque tinha consulta no oftalmologista. No carro, lembrei que estava de lentes de contato e, pior, que não havia levado nem meus óculos nem o estojo das benditas lentes. Só me restava seguir viagem, porque não dava nem para pensar em passar em casa. Chegando na clínica, coloquei as lentes em dois copinhos descartáveis e fiquei cegueta por quase duas horas. O exame atrasou, e a menina com quem eu deveria fazer um trabalho à tarde me ligou, perguntando se dava para eu levar meu notebook porque não teríamos computadores à nossa disposição. Respondi que poderia passar em casa e pegá-lo depois que saísse do médico. O exame terminou dez minutos antes da hora em que eu deveria estar a uns 15 quilômetros de distância, na Pampulha. Corri em casa, falei “oi” para a moça que dá faxina aqui, passei a mão no computador, comi um pedaço de bolo, fiz ele descer com um copo de água, falei “tchau” para a moça da faxina e saí. Dilema: colocar os óculos de grau e ser atormentada pela luz do sol ou continuar com as lentes e ficar com as pupilas dilatadas até o dia seguinte? Pupilas dilatadas e óculos escuros. No caminho para a Federal, lembrei que havia esquecido meu pen drive no porta-luvas do carro da minha mãe e que ele agora estava em Niterói. Whatever, dá-se um jeito. Phoda mesmo ia ser corrigir matérias sem enxergar, com as pupilas do tamanho de bolas de gude. Cheguei na faculdade, comprei um sanduíche natural e um mate de copinho – light – e fui surpreendida pelas minhas companheiras, com quem eu deveria editorar algumas matérias para a revista Outro Sentido. Terminei de comer meu almoço (é, almocei sanduíche) lá pelas 14:30 já abrindo o computador. Começamos por uma matéria com alguns problemas, mas nada de grave. Nos descabelamos na segunda matéria, que tinha problemas sérios que nem imaginávamos como poderiam ser resolvidos. Cada um com seus problemas: quem escreveu que arrume. Terceira matéria e nós já estávamos exaustas, demos uma olhada rápida, e “via”. Menos mal que era minha e de uma das meninas que estava editorando. Isso já era perto de 19:30, hora em que saí da Fafich. Indo para o carro, encontrei uma amiga dos tempos de dança, com quem não falava havia mais de dois anos. Vinte e quatro meses colocados em dia em coisa de uma hora e meia, o que me fez voltar pra casa às nove da noite. Cheguei azul de fome e devorei o que tinha na minha frente: outro pedaço de bolo e cheetos integrais. Ainda tinha esperanças de estudar, mas estava morta de cansaço e resolvi tirar “meia hora de cochilo”. Acordei meia-noite e meia, bêbada de sono. Tomei um banho, escovei os dentes, passei meus cremes e despertei. Comecei a pensar nas 103 coisas que eu deveria fazer no dia seguinte e não conseguia mais dormir. Resolvi escrever nas costas da mão as iniciais das minhas obrigações para aliviar a cabeça e poder dormir tranquila. Peguei uma caneta preta, mais difícil de apagar, e escrevi: M J D C. Dormi.

No dia seguinte de manhã, quando acordei, olhei para as letrinhas e pensei:

- O que era o D?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Hoje, indo para o trabalho, senti uma vontade enorme de gritar.

Estava no trânsito, janela do carro aberta. Em frente ao Pátio Savassi. A moça do Gol (ou seria Ka? Ou Fox? Whatever...) ao lado estava me olhando. Aumentei o som do rádio, olhei para cima e respeirei fundo. Fundo, como se fosse sugar o mundo todo pelo nariz e pela boca. Fiquei bêbada de oxigênio e empurrei a vontade de gritar para o buraco que fica perto do meu estômago.

Droga. Deveria ter gritado.


PS: Leitores, mais uma vez, desculpem-me pela ausência nas últimas semanas. Como diz Rob Gordon, tem vezes que o post não sai. Tem outras vezes, que o post quer sair, mas o blogueiro não encontra tempo para escrever. Outras vezes, ainda, ele tem tempo e tem post, mas não tem... simplesmente não tem.