domingo, 28 de fevereiro de 2010

O conto do sofá molhado

Depois de dois anos morando em uma casa cuja sala dava eco, já que a única peça de decoração/mobília era um penduricalho no lustre, a moça resolveu finalmente comprar móveis para sua sala. Comprou-os usados de uma prima e, por vários dias, ficou completely in love com os móveis, com a conquista, com sua decisão.

É claro que, imediatamente após a chegada dos móveis novos, Hamlet – seu cachorro – “estreou” os sofás. Mijou no pé de um e na almofada – sim, ele era de fato uma praga – de outro. Assim que ela descobriu, tirou a almofada, colocou debaixo da torneira, lavou com Ariel líquido, enxaguou bem e colocou ao ar livre para secar. No domingo de manhã, a almofada até tomou um solzinho de leve, já que a chuva havia cessado. Seca, ela recolocou a almofada em seu mais novo reduto, o sofá de três lugares.

Depois de encontrar uma amiga para um lauto café da manhã e tendo descoberto que não precisaria mais hospedar um amigo que chegaria naquele dia, a moça decidiu que o resto do domingo seria passado... no sofá, claro. Colocou a caminha B de Hamlet aos seus pés e ali ele deitou para curtir a domingueira junto com sua diligente dona.

Ela começou a ver um filme no computador e, em um determinado momento, já tendo digerido o café da manhã, saiu para pegar um lanche. Hamlet, que normalmente vai atrás de quem se levanta no matter where a pessoa esteja indo e fazer o quê, nem se preocupou em saber para que ela havia se levantado. A moça foi à cozinha, pegou o pacote de biscoitos e voltou para o sofá. Rápido assim: uns trinta segundos, no máximo. Ao chegar de volta na sala e se deitar, sentiu um molhado em seu joelho. “Filho da p*ta! Mijou aqui de novo”, pensou ela sobre Hamlet, já que ela é uma moça sem meias palavras. Cheirou a mancha e, para sua surpresa, o cheiro que vinha dela era de Ariel líquido. Ou seja, não era xixi, era água.

Estava chovendo, mas a janela estava fechada. Ela, então, ignorando o fato de que acima de sua cabeça havia a laje do terraço de sua própria casa, olhou para cima, para se certificar de que não havia goteiras – neste caso, corredeiras, pois o molhado no sofá era grande demais para uma gota – mas encontrou o teto seco, assim como a cortina. A água havia simplesmente brotado do sofá e isso havia acontecido enquanto ela havia ido à cozinha.

“E daí?” E daí que está criado o mistério. Se não havia sido Hamlet, nem a água que veio da janela e nem um derramamento do teto do apartamento, não havia explicação cabível para aquela água. Para se conformar, a moça elaborou algumas hipóteses, que foram inclusive apoiadas por seu namorado: gremlins; duendes; gnomos; bruxaria; fantasmas que vieram juntamente com os sofás, e esse foi o real motivo pelo qual sua prima se livrou deles. Preferiu parar de pensar no assunto para não conviver com a angústia de ter esse mistério não solucionado em sua vida. E, no caso de a mancha molhada ser mesmo efeito de algo de outro mundo, já se resignou que conviverá bem com a criatura, seja ela qual for. Afinal, ela já convive com Hamlet mesmo...

4 comentários:

Paulo Cassini - Diferente disse...

"...já que ela é uma moça sem meias palavras."
Eu é que sei disso! Que coisa em Amor! Essa moça vai ter tomar cuidado para esses Gremlins não se molharem e nem comer doce depois da 0:00hs. rsrsrsrsrs.
Beijos

Anônimo disse...

Não acredite em tudo que seus olhos veem, que seus ouçam e finalmente em que seu nariz sinta (alguém já disse isto?)... Ariel tem um cheiro muuuuito ativo, capaz de mascarar outros cheios. Minha filha, pode ser xixi. Bjs

Anônimo disse...

Não acredite em tudo que seus olhos veem, que seus ouçam e finalmente em que seu nariz sinta (alguém já disse isto?)... Ariel tem um cheiro muuuuito ativo, capaz de mascarar outros cheios. Minha filha, pode ser xixi. Bjs

edson goncalves disse...

LAVAMOS ESTOFADOS ,CADEIRAS,BOX,COLCHOES...
IMPERMEABILIZACAO

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