quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Crescer

Aí um dia a gente vira gente grande e tem que fazer umas escolhas mais sérias do que dividir ou não o lanche com o colega na escola. Reforçando o clichê, optar por um significa deixar o outro de lado, e nunca saber como teria sido. Um sofrimento.

Como disse meu pai enquanto tentava me ajudar, “a gente pensa, repensa, leva em consideração os prós e contras de cada possibilidade, racionaliza. E termina por escolher usando a emoção, no final”. Como pesa a experiência de quase 30 anos a mais que eu, e como percebo isso nas crises.

Depois de passar uma tarde angustiada, peito apertado, aquele buraco dentro do meio de mim, em algum lugar perto do estômago, a decisão veio. Impávida que nem Muhamed Ali, apaixonadamente como Peri, tranquila - sem trema - e infalível como Bruce Lee e serenou meu coração.

Em 24 horas, acho que cresci alguns anos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Tudo sobre minha vida como ela é

16 de dezembro, aniversário do meu avô (77 anos, saúde de garoto). Naturalmente, liguei para dar os parabéns.

Após breve conversa, vô Zezinho passa o telefone para alguém, dizendo que uma “criatura de Brasília” queria falar comigo. Pegou o telefone uma moça muito simpática, mas desconhecida. Elogiou meu avô e, com muita intimidade, perguntou quando eu iria lá para que ela pudesse me conhecer. Apresentou-se como Ana e, a pedido meu, tornou a passar o telefone para meu avô.

Intrigada, perguntei a ele com quem eu havia falado. Ao que ele me disse: “é a Ana”.

- Mas quem é essa Ana, vô?


- Ana é a mulher do ex-marido da ex-mulher do seu tio – disse meu avô com uma voz de riso, e gargalhou.

Não sei se me senti em um conto de Nelson Rodrigues ou em um filme do Almodóvar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pro memoria

Lição do dia: A gente tem que escolher tendo a possibilidade do sim.

Nota mental para mim mesma: NUNCA MAIS eu vou deixar de arriscar alguma coisa por não saber se vou querer ou poder fazê-la. Primeiro eu tento. Conseguindo, depois eu decido se quero.

Hoje aprendi a reconhecer uma oportunidade e não deixá-la passar incólume na minha frente. Talvez tenha sido a lição mais importante dos meus anos de faculdade...

“Às vezes o sim é o descuido do não
Sei lá, sei lá... a vida tem sempre razão”

Trompe l'oeil

Tem horas em que me arrependo de não andar com minha câmera fotográfica para cima e para baixo. Aliás, ela agora deu defeito, então nem adiantaria...

Mas fato é que ontem, indo para o trabalho, vi dois operários da Prefeitura de BH com seus uniformezinhos típicos. São blusões e calças de sarja vermelhos, com listras brancas. Eles estavam usando capacetes vermelhos e pendurados em um andaime onde costumava ser a Casa do Whisky.

Achei que fossem os Papai Noéis do Pátio Savassi.

sábado, 15 de novembro de 2008

Bring on the salt

Diz o velho ditado que só se conhece uma pessoa depois de ter comido um quilo de sal com ela. Isso porque, para se comer um quilo de sal, é necessário passar muito tempo juntos. Diante disso, duas hipóteses se colocam diante de mim: ou cinco anos não são suficientes para se comer um quilo de sal com alguém, ou esse parâmetro deve ser revisto.

Imagino que ninguém esteja entendendo nada. Por isso explico. Eu, leitores, namoro o mesmo Namorado há cinco anos. Já estávamos pensando em nos casar – sim, estáVAmos porque agora devo reconsiderar – fazíamos planos para nossa lua-de-mel na Disney.
Eis que três dias atrás escrevi este post, contando as agruras de um dia torto. E eis que me aparece do Namorado o comentário que segue:

“Imagino se eu tivesse feito isso em minha mão, no dia seguinte teria achado que fui a um show na noite anterior em que o cara da bilheteria escreveu isso em minha mão para sair e entrar no show sem precisar deixar a identidade.”

Agora eu pergunto: comassim, imagina que teria ido a um show??? O que esse Namorado anda fumando para cogitar não se lembrar de ter ido a um show na noite anterior???

Haja sal...